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Segunda-feira, 20 de Junho de 2011
Está nas tuas mãos.

Não o posso fazer... Desculpa. 2

                              Está nas tuas mãos.

 

Capitulo 9.

 

Senti o meu corpo ser pressionado contra o seu, uma última vez e visualizei o rosto de Tom pela segunda vez naquela manhã. O meu olhar deslizou novamente pelo horizonte daquela praia, vendo novamente, desta vez quatro, vultos na areia. Sentia no meu peito, o coração bater mais fortemente. Os quatro vultos moveram-se e com eles uma breve brisa de ar quente se fez sentir. Olhei Tom, perguntando-lhe com o olhar de quem se tratava, mas para meu medo e desespero, ele apenas afirmara e logo de seguida abraçou-me novamente, depositando me um leve beijo sobre a testa e por sua vez, sobre os meus lábios quentes. Sentia-me estremecer. Talvez o medo me estivesse a invadir o sangue que me percorre por esta altura nas veias, ou então, apenas o nervosismo de o voltar a encontrar, de o voltar a ver. Tudo depois daquele dia, ao qual apenas queria e quero esquecer. Pressionei o corpo de Tom, mais contra o meu, desejando que nada do que vira e pensara fosse real, mas o meu corpo mantinha-se ali… preso aquele lugar e a minha mente presa naqueles vultos, aos quais se mantinham metros á minha frente. Não queria desfazer aquele abraço, não queria voltar para aquele mundo de realidade, que menos desejo neste momento. Senti que o corpo de Tom, se começava a separar do meu, começando a fazer-me sentir, o ar entrar por entre nós, o espaço vazio entre os nossos corpos.

Olhei-o nos olhos, um castanho cor de avelã fez-me sorrir e pensar “tudo se encontra bem”. Mas no fundo, sabia que não queria ali estar. Recebo mais um leve beijo da parte de Tom e coloquei os braços sobre o meu peito sorrindo… olhei a trás, receando o que iria ver. Oiço um breve olá da parte de Gustav e sorrio. Era bom voltar a ouvir a sua voz, mais uma vez, no fim de tanto. Atrás de mim sinto alguém aproximar-se… Mais um olá se fez ouvir, Georg abraço-me por trás fazendo-me recostar a cabeça no seu peito sorrindo mais uma vez. Abri os olhos e vi o olhar de Tom preso a mim, sim era bom tê-los ali comigo, como á tanto tempo tivera…

 

“ O dia não podia estar a correr melhor… cheguei a casa depois de um dia de aulas, á uma semana que não via Bill e Tom. Oiço a minha mãe a chamar-me e dirijo-me á cozinha.

- Sim mãe? – Perguntara eu mal entrara na cozinha, olhando-a.

- A Simone convido-nos para ir ver os rapazes ao bar hoje, queres… - não deixei a minha mãe continuar, saltando e dando pulos de alegria dizendo sim, sim, sim… vezes e vezes sem conta.

O concerto acabo e sinto todos á minha volta, sorrindo-me, era bom voltar a vê-los.”

 

O abraço foi quebrado e o meu olhar com o Tom foi desviado por ele, fazendo-me poder ver nos seus olhos para quem ele olhava…

O meu corpo estremeceu, os meus olhos fecharam e apenas sentia um nó no estômago, como se estivesse nervosa no meu primeiro encontro. Uma leve brisa fez o meu cabelo mexer, abri os olhos lentamente e olhei Tom, perguntando com o olhar se aquilo seria mesmo real, mas ele mantinha-se a olhar para quem se encontrava atrás de mim, e não em mim. Virei a cara na direcção de Kiro e uma solitária lágrima escorreu pelo canto do meu olho. Não me encontrava preparada para aquilo… não neste dia… não neste momento. O meu olhar deslizou ao longo da areia da praia, sentia-me fraquejar, sentia-me distante da li… longe do presente… Senti as pernas tremer e cambaleei, levando Kiro a amparar-me e abraçar-me logo de seguida.

- Eu vou leva-la. – Ouvi Kiro informar antes de nos virarmos e começarmos a caminhar. Ao virar-me com Kiro o meu olhar prendeu-se por momentos junto dos ténis daquele vulto tão bem meu conhecido. O meu olhar procurava aquele seu olhar castanho, castanho cor de avelã fundida, mas quando estava quase o meu olhar mudou de rumo, voltando á areia da praia. A água que se alastrava pelos meus olhos começava a pesar… começava a querer cair, mas eu continuava a impedi-la de sair. Separei-me do abraço de Kiro e endireitei-me puxei as mangas da camisola para baixo, assim escondendo as minhas mãos e escondendo depois os pequenos cristais que queriam cair dos meus olhos no tecido desta. Na minha mente passavam imagens de Bill a sorrir, a rir e outras apenas a olhar para algo que ele gosta-se… aquele brilho significante nos seus olhos, aquele brilho de criança… um brilho de felicidade. Imagens não só dele, mas também do seu gémeo… A minha mente mantinha-se distante, longe da realidade, até chegar ao hotel e ouvir o Kiro perguntar se queria que fosse comigo, recebendo como reposta apenas um encolher de ombros. Fomos para o meu quarto de hotel, mal entrara dirigi-me á cama e deitei-me, enroscando-me em mim mesma e olhando um ponto invisível no quarto. Sentia o choro querer sair, querer-me irromper pela garganta, mas segurava-o o mais que pudesse. Não queria voltar ao mesmo… não queria que Kiro me visse novamente a chorar…

Lembranças e recordações passavam-me pela mente, vezes e vezes sem conta. Levando o tempo a passar e eu não dar por isso. Oiço alguém bater á porta e sinto Kiro, que se mantinha a meu lado, a levantar-se e dirigir-se á porta abrindo-a e dizendo um breve “Vou deixar-vos a sós.”. E logo de seguida saiu. Senti alguém aproximar-se, mas a minha mente mantinha-se presa em recordações e o meu olhar naquele ponto invisível. A cama estremeceu ao facto de a pessoa se sentar sobre esta e aproximando-se de mim. Por mais que eu não deseja-se aquele momento agora… teria de o ter e isso, eu sabia desde o inicio.

publicado por Thousand fires às 21:19
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